Argentina e Uruguai, aí vamos nós!

12 outubro 2015


Para mim, uma das coisas mais legais de viajar é a fase de planejamento. Adoro acompanhar blogs de promoções como o Melhores Destinos, passar horas vendo fotos de hostels no Hostelworld e ler as experiências de quem já passou pelos lugares que eu quero conhecer. É como se as minhas viagens começassem antes mesmo do embarque!

Mas se tem uma coisa que eu ainda não aprendi a lidar é com a ansiedade antes de ter as passagens aéreas em mãos. São elas que dão contornos reais aos meus planos e rola um verdadeiro estresse até eu conseguir comprar. Quero boas datas e preços razoáveis, mas quase nunca consigo esperar até o melhor momento de fechar o negócio, sabem?

Pois bem, na última semana não foi diferente. Já estava de olho nas passagens para a Argentina e o Uruguai há um tempinho, então levei um susto quando os preços começaram a subir rapidamente. A partir daí, passei a acompanhar as mudanças várias vezes ao dia e resolvi comprar quando encontrei um valor razoável saindo de Porto Alegre.

Sim, é oficial! Vamos visitar Argentina e Uruguai no começo do ano que vem, amigos!

Mas por enquanto, a única coisa que sabemos é que vamos ficar fora por dez dias. Devemos reservar os hostels só no mês que vem. Até lá, precisamos decidir quanto tempo vamos ficar em cada cidade (Buenos Aires, na Argentina; Colônia do Sacramento e Montevideo, no Uruguai) e rezar para que as Aerolíneas Argentinas parem de ficar mudando os horários dos nossos voos, hahaha.

Estou muito feliz com o fato de que essa viagem finalmente vai sair do papel e prometo que vou falar mais a respeito dos meus planos a partir de agora. Mas também quero ouvir vocês! Alguém aí já viajou pela Aerolíneas Argentinas e pode contar como foi essa experiência? Tem sugestões de hospedagem ou passeios em qualquer um dos dois países? Quero saber!

Diário de bordo: conhecendo Munique

09 outubro 2015

Relaxando no Englisher Garten

Munique é a terceira maior cidade da Alemanha e a capital da Bavária. É também a casa original da Oktoberfest, a sede da BMW e, infelizmente, a capital do movimento Nazista. Apesar de ser uma das cidades mais famosas do país, não me encantou tanto quanto as pequenas cidades que visitamos enquanto estávamos na região.

Meu maior problema com Munique é que ela não era nada do que eu imaginava. Sempre que via fotos da cidade, eram aquelas casinhas de enxaimel, ruas estreitas e com cara de antigas; mas é, na verdade, uma metrópole em todos os sentidos. Os prédios são grandes e ostentosos, as ruas são largas e cheias de carros. Nada das tão tradicionais casinhas. Então, fiquei um pouco decepcionada.

Lá, ficamos no segundo pior hotel da viagem, o NH Deutcher Kaiser, bem em frente à estação de trem. Os quartos até que não eram tão ruins, mas certamente não valiam o preço que pagamos se comparados aos hotéis que ficamos em outras cidades. Além disso, ficava entre um prostíbulo e uma casa de jogos, onde tinha gente fumando constantemente na frente. Bem desagradável. Mas era muito próximo do centro histórico, o que facilitou bastante a nossa locomoção.

O prédio mais charmoso da Kaufingerstrasse

O prédio da prefeitura na Merienplatz, que estava em obras.

Rathaus-Glockenspiel

A cidade é muito bonita. Começamos explorando pela Kaufingerstrasse, que é meio que a rua principal, até chegarmos na Marienplaz. Essa praça é onde fica a prefeitura de Munique, um prédio em estilo neo-gótico construído entre o meio do século XIX e o início do XX. O Rathaus-Glockenspiel é uma atração à parte: consiste em um show de bonecos de madeira que encenam o casamento do Duque Guilherme V com Renata de Lorraine cada vez que o relógio marca 11h, 12h e 17h.

Teatro Nacional, lindo demais

Feldherrnhalle

Passamos na Frauenkirche, que estava em obras, e caminhamos até a Max-Joseph Plaz, onde fica o Teatro Nacional de Munique, foi construído de acordo com as especificações do compositor clássico Wagner. De lá, seguimos para a Odeonsplatz, onde fica o Feldherrnhalle, um monumento de guerra que foi cenário do Putch da Cervejaria, uma tentativa de golpe do Partido Nazista que terminou na prisão de Hitler, em 1923.

Bayerische Staatskanzlei, ou a Chancelaria Bávara

Papai e uma Ferrari na subida para a Maximilianstrasse

Passamos também em frente ao prédio da Chancelaria Bávara, onde existe um monumento em homenagem aos soldados mortos durante as duas guerras mundiais. Descemos até a Maximilianstraße, uma das avenidas reais, que eu carinhosamente apelidei de “a rua da riqueza”. Lá, ficam todas a lojas de marca, hotéis de luxo e carros top de linha que você puder imaginar. É de chorar! Essa avenida segue pela ponte Maximiliansbrücke e termina no Maximilianeum, um enorme palácio que hoje serve como parlamento estadual da Bavária.

Königsplatz

O Glyptothek no seu estilo grego

Já no segundo dia, ao invés de irmos ao centro histórico, seguimos ao norte até a Königsplatz. Essa praça foi construída no século XIX e é considerada um centro cultural da cidade por abrigar diversos museus, como Glyptothek, com esculturas gregas e romanas, o Staatliche Antikensammlungen, ou Museu de Coleções da Antiguidade e, um pouco mais afastadas, as Pinacotecas Nova, Antiga e Moderna.

Siegestor

Seguindo mais um pouco, chegamos ao Siegestor, ou Portão da Vitória, comissionado pelo rei Ludovico I da Bavária no século XIX. Este portão foi, originalmente, um símbolo de bravura do exército Bávaro, mas hoje representa lembrança de paz, já que foi bombardeado em 1945, e reconstruído apenas parcialmente, assim como a Igreja Kaiser Wilhelm Gedächtniskirche de Berlim. De lá, partimos para o meu local favorito da cidade, o Englisher Garten.

A Torre Chinesa

Monopteros

Munique vista do Englisher Garten

Este parque é simplesmente gigantesco, um pouco maior que o Central Park de Nova York, para vocês terem uma noção. Então, vimos apenas uma pequena parte dele, que já serviu para me encantar. Caminhamos até a torre chinesa, uma construção em estilo oriental que abriga mesas de piquenique e fica próxima à praça de alimentação. Depois, fomos até o Monopteros, um coreto em estilo grego que fica em cima de uma colina e tem uma vista incrível do parque com a cidade ao fundo. Por último, a parte mais curiosa, a Baía dos Surfistas.

Tem surf na cidade!

Dentro do parque tem vertentes artificiais do Rio Isar, que corta a cidade, e em um ponto, no fim, um sistema de bombeamento de água produz ondas. Ali se reúnem os surfistas nos dias quentes, com todo o aparato, e vão se revezando para aproveitar ao máximo as ondas enquanto os turistas observam, torcem e filmam.

Saindo do parque, chegamos na Prinzregentenstrasse, uma das quatro avenidas reais da cidade. Nela ficam o Museu Nacional da Bavária e o Museu Nacional de Arte, esse último uma construção Nazista, que se chamava na época Museu de Arte Germânica. De lá, passamos pelo Hofgarten, ou Jardim da Corte, que é um pequeno parque com um coreto no centro, onde tinham várias pessoas dançando dança de salão no meio da tarde. Achei o máximo!

Tão bonito, mas tão longe de tudo

Para finalizar o dia, atravessamos a cidade de metrô para chegar à Alianz Arena. Esse é o estádio dos times de futebol FC Bayern München e TSV 1860 München. Infelizmente, quando chegamos lá, as tours por dentro do estádio estavam esgotadas, então só vimos por fora e visitamos a loja mesmo, onde eu fiquei cobiçando uma camiseta do goleiro Neuer.

No terceiro dia de viagem, quando estávamos planejando ir visitar os castelos ao sul, eu passei mal. Ainda não sei o motivo, se foi a cerveja que estava tomado todo o dia ou se foi a comida apimentada do almoço anterior; só sei que fiquei quase o dia todo com dor no hotel e o passeio miou. Meus pais deram uma volta pela cidade e eu me arrisquei a sair apenas no final da tarde.

Heiliggeistkirche e as suas "nuvens"

Quando encontrei com eles, me mostraram uma igreja muito legal, a do Espírito Santo (Heiliggeistkirche), que tem uma parte interativa onde você pode fazer pedidos ao dar nós em cordas brancas espalhadas. Depoi, elas são penduradas no teto formando nuvens. Achei lindo e divertido, assim como os pufes espalhados por lá, onde os turistas paravam para descansar. Depois disso, fomos à Viktualienmarkt, uma feira a céu aberto onde você pode encontrar todos os tipos de frutas, verduras, queijos, embutidos e comidas de rua que puder imaginar.

Pensei que daria para contar toda a Bavária em um post só, mas acabou sendo muita coisa. Prometo que o castelo de Neuschwanstein vai dar as caras por aqui na semana que vem, hehehe. E aí, curtiram Munique? Conta para a gente!

Um dia de sol em Curitiba

05 outubro 2015


Viajo até Joinville a cada quinze dias para ficar com o namorado e a família dele. A cidade está praticamente na metade do caminho entre Florianópolis e Curitiba, mas apesar disso, nunca tinha saído de lá para visitar a capital do nosso vizinho Paraná. Bem, isso mudou há algumas semanas e é claro que eu registrei tudo para dividir com vocês!

Na última vez em que estive em Joinville, os pais do namorado tinham um casamento para ir em uma cidade próxima a Curitiba. Quando eu soube disso, não pensei duas vezes: convenci a galera a me dar uma carona até o lar da Prefs. Então, em uma bela manhã de domingo (bonita mesmo, daquelas fresquinhas e ensolaradas, sabem?), lá fomos nós.




Nossa primeira parada em Curitiba foi o Jardim Botânico. Projetado em estilo francês, o espaço foi inaugurado em 1991 e não demorou a se tornar um dos pontos turísticos mais icônicos da cidade. Afinal, quem nunca viu aquela estufa maravilhosa inspirada na art nouveau alguma vez na vida e sentiu uma baita vontade de conhecer, não é mesmo?

Outros pontos também se destacam no Jardim Botânico, como o Espaço Cultural Frans Krajcberg (que estava vazio, se não estou enganada), o Museu Botânico de Curitiba e o Jardim das Sensações. Em resumo, o lugar é lindo e realmente convida a apreciar a natureza. Fiquei com vontade de me mudar para a cidade só para poder caminhar ali todos os dias! Hahaha.





Do Jardim Botânico, pegamos um táxi e fomos almoçar no New York Cafe, restaurante que eu namorava pela internet há muito tempo. Sério, já tinha visto vários moradores de Curitiba falando bem dele e morria de vontade de conhecer. E vou me juntar ao coro, viu? Vale muito a pena comer alguma coisinha por lá, nem que seja para conferir!

Além da decoração incrível, os sanduíches são sensacionais e as sobremesas fazem qualquer um sair da dieta. Para completar, o atendimento é excelente e os preços são bem justos, especialmente se consideramos que o cardápio segue uma linha gourmet. Quero voltar para experimentar outras coisinhas, com toda a certeza!



Depois do almoço, pegamos outro táxi e fomos até a famosa Ópera de Arame. Construído em 1992, o espaço foi pensado especialmente para receber eventos e acabou virando outra grande atração turística. No entanto, não há muita coisa para ver ou fazer por lá, a não ser que você goste muito (mas muito mesmo!) de observar carpas.






Por fim, visitamos o Parque Tanguá. Fundado em 1996, ele foi construído onde costumavam existir duas pedreiras, atualmente desativadas e perfeitamente visíveis. Outro lugar maravilhoso (e enorme!) para curtir uma tarde de sol, fazer aquela caminhada esperta e tirar fotos bonitas. Inclusive, tinha um bocado de grávidas fazendo ensaios por lá, hahaha.

Bom, essa foi a minha (segunda) passagem rápida por Curitiba. Eu sei, as desculpas estão acabando e está mais do que na hora de tirar uma quantidade minimamente razoável de dias para conhecer a cidade. Então, contribuam com essa ideia: que outros lugares devo visitar na próxima vez em que for até lá? Comentem aí, galera!