Diário de bordo de São Paulo - Primeiro dia

24 julho 2011


Meu primeiro dia de viagem começou de madrugada, ainda em Florianópolis. Eu deveria acordar por volta das quatro da manhã, mas por conta da senhora ansiedade, mal consegui dormir direito as horinhas de sono a que tinha direito. Isso acabaria me atrapalhando pelo resto do dia, como vocês serão capazes de perceber na seqüência, mas pelo menos nessa etapa foi útil não ter tido problemas pra levantar, me arrumar, acertar os últimos detalhes e ir pro aeroporto.

A estrada até o Hercílio Luz estava quase deserta, como eu imaginava, mas o aeroporto contrariou minhas expectativas - estava movimentado e eu acabei pegando uma filinha que não andava de jeito algum pra fazer o check-in. Pessoal que tinha me levado lá até desistiu de esperar e foi embora dormir, haha. Só fui conseguir pegar meu bilhete e despachar a mala alguns minutos depois. A partir daí, foi tudo muito rápido. Logo o portão de embarque foi aberto e dali uns instantes eu já estava acomodada na minha poltrona.

Ter escolhido a poltrona da janela foi uma sábia decisão, aliás. Não que eu não escolha a poltrona da janela sempre que posso, mas dessa vez foi uma decisão especialmente feliz. Nunca tinha viajado de avião por volta do amanhecer e, gente, que coisa maravilhosa. Uma camada de nuvens branquinhas abaixo e o céu sendo tingido de mil cores diferentes enquanto o sol nascia. Uma pena que eu deixei minha máquina fotográfica guardada e não quis pedir licença pra pegar. Mesma coisa com os meus óculos.

Meu vôo chegou antes do horário previsto em Guarulhos. Como minhas experiências em Guarulhos não costumam ser muito felizes, segui o fluxo de passageiros e cheguei milagrosamente à esteira que entregava as bagagens. Então esperei (muito mais do que imaginava que esperaria) pra pegar minha mala e fui embora caçar as gurias. Dynha foi quem acabou me encontrando. Questão de segundos depois, avistei Gabi e Mari. Nos reunimos e fomos pra casa da Gabi deixar as malas e descansar um pouquinho.

Chega, daí, a parte em que começam meus problemas com o sono. Nós não descansamos nada, na verdade. Ficamos tagarelando loucamente até a hora do almoço e, depois dele, fomos pro shopping. Pra fila da pré-estréia do último filme de Harry Potter. Que começava às cinco pra meia-noite. Sim, isso mesmo. Nós ficamos aproximadamente dez horas numa fila pra assistir Harry Potter. E haja criatividade pro tempo passar: escrevemos recados pras amigas ausentes, tiramos fotos, compramos jogos de cartas, nos revezamos para dar voltinhas pelo shopping...

E as horas passaram. O sono tinha me deixando meio mal-humorada, então não parei de reclamar quando a fila começou a andar e o pessoal saiu correndo pra sala pra guardar filas inteiras de poltronas pra gente que tinha chegado bem depois de mim. Mas tudo ficou pra trás quando as luzes do cinema apagaram e o trailer de Harry Potter e a Pedra Filosofal foi exibido. Pois é, gente. Trailer do primeiro filme, que eu também tinha assistido na estréia, quando tinha onze anos. Foi altamente nostálgico e passível de abrir o berreiro logo de cara. Me segurei. Só fui chorar mesmo nas célebres memórias do Snape. Gabi já tinha desidratado e eu ali, toda comedida!

Apesar de não ter sido melhor que a primeira parte, gostei bastante do filme. Tinha me preparado pra altas cenas de carnificina, mas foi bem mais tranqüilo do que eu imaginava. Voldemort tava todo meninão e eu não conseguia não rir toda vez que ele aparecia. Helena foi genial interpretando a Hermione da Emma, e por falar em Hermione, ela e o Ron foram lindos e todo mundo aplaudiu o desfecho dos dois. Rolou uma merecida rodada de aplausos pro Neville, também.

Como vocês já devem ter imaginado, saímos do cinema com muita coisa pra comentar. Mesmo tendo voltado pra casa de táxi, o que tornou tudo mais rápido, só fomos dormir lá pelas quatro horas da manhã. Sim, senhores, eu fiquei vinte e quatro horas acordada, tendo dormido apenas quatro horinhas medíocres de sono na noite anterior. Nem lembro de ter adormecido nesse dia. Foi uma coisa meio encostar-a-cabeça-no-travesseiro-e-apagar. No dia seguinte eu fiquei ainda mais parecida com uma mumiazinha do que já pareço normalmente. Mas valeu a pena cada segundo insone.

14 comentários

  1. Com certeza valeu a pena cada segundo de sono!!! :)

    Vou guardar as dicas da janela de avião para quando for voar, rs, morro de medo.

    Bjinhos

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  2. Sempre fico mais apreensiva quando viajo em assentos do meio ou do lado do corredor, Ju. Quando tou na janela parece que tenho controle da situação ou algo do tipo! HAHAHA.

    :*

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  3. O que é engraçado, porque, da janela, se acontecer algo, você está mais longe da saída, haha. Mas também prefiro a janela! Mas pela vista mesmo, haha.

    Estou adorando os posts. Fico feliz em saber que o trailer de HP1 era chorável porque foi onde eu comecei o caminho à desidratação, haha. Tenho cer-te-za que vocês ficaram com vergonha de mim.

    Aguardo os outros posts, haha =)

    Beeijo!

    PS. Já tô com saudade!

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  4. Vai entender o modo como o meu cérebro funciona, né? Vai ver é porque fico distraída. Ou porque a claustrofobia parece menor. HUAUAHAUHA.

    E 'cê deixa de ser boba. <3

    Saudades também!
    :*

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  5. Eu sempre pego a janelinha no avião. Ah, eu gosto de olhar pras nuvens, pra paisagem. E como Mylla disse, a sensação de claustrofobia é bem menor.
    Sobre Harry Potter... nossa, esse dia foi mto tenso. Eu fui deitar meia noite e as duas e meia da matina ja tava de pé (ou seja, nem dormi!), ae depois ficamos aquelas 10hs na fila. Mas valeu a pena, amei o filme. Só nao chorei mto, só msm na cena q o Snape e qdo aparece o Fred. Tava meio insensivel naquele dia, culpa do sono e dos meus "causos amorosos". Mas o resto foi tudo perfeito, principalmente a companhia!

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  6. Sou a favor de um trabalho de psicologia sobre essa história da janela do avião e claustrofobia, HAHAHA.

    Preciso escrever um post só pra companhia. <3

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  7. eu quase chorei. de inveja. é, eu sei, é feio, mas eu to com invejinha boa de vocês! porque eu não vi na estréia e nunca mais vai ter uma para eu ir =/
    mas cara! que lindo que deve ter sido, vocês quatro juntas assistindo ao filme!! Acho que eu choraria o triplo do que eu chorei, me segurei demais por causa da companhia hahahahahahahah


    e é, eu também prefiro a janela. Como você mesma disse,, eu me sinto no controle da situação AHHAHHAAH mas sair de Campinas e chegar em Brasília durante a noite foi lindo demais! Primeiro uma cidade com luzes bagunçadas, sem "regra" nenhuma, e depois outra 100% planejada, toda alinhadinha... foi um contraste lindo de morrer

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  8. Olha, Pati, estréia a gente pode não ter mais, mas a gente sempre pode combinar de fazer uma maratona, né? Seria muito amor! :)

    Tenho vontadinha de conhecer Brasília, até porque a minha prima favorita foi morar lá. Já tirou alguma foto de Brasília de dentro do avião? Adoraria ver!

    :*

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  9. Só eu não viajei de avião? =( haha

    Aaaaaaah, eu sou a favor de uma maratona! :DDDD
    E teremos o resto da vida pra isso XD

    Eu queria ter visto o trailer de HP1 antes do filme! :(

    E que boooom, eu não fui a única a rir com o tio Voldie correndo atrás do Harry XDD

    Que inveja enorme de vocês. Mesmo!
    Tanto sobre o que falar na estréia do úúúltimo filme... (Ainda não me acostumei com a idéia haha)

    *-*

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  10. No casamento da Tha nós podíamos combinar de chegar alguns dias antes em POA e fazer essa maratona! HAHAHA.

    :***

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  11. "Trailer do primeiro filme, que eu também tinha assistido na estréia, quando tinha onze anos. Foi altamente nostálgico e passível de abrir o berreiro logo de cara."

    Eu teria chorado litros. Também vi o primeiro filme na estréia - na primeira seção possível, inclusive. *-*

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  12. Eu nem lembro se fui na primeira seção, mas lembro que nem tinha as manhas de comprar ingresso antecipado ainda! Era tão inocente. Hahaha.

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  13. Quem fez isso pra mim foi a mãe de uma amiga minha, com quem eu fui ver esse filme!

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  14. Cê já era malandra então, gata, HAHAHA.

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