Mãos de vaca do mundo, uni-vos

12 julho 2011

Ao longo da última semana eu recebi vários conselhos de como administrar uma conta bancária sob dieta absoluta e indiscutivelmente restritiva. Também pedi uma luz sobre como calcular o orçamento de uma viagem para a minha amiga Duda, mas essa já é outra história. O ponto aqui é o seguinte: como adaptar toda a vida financeira, agora que ela passará a contar com uma quantidade razoável de dinheiro a menos?

Particularmente, esse não é um grande desafio pra mim. Sou do tipo que se quer muito um livro, por exemplo, deixa de lado um cinema e um chopp sem pestanejar. Se for um livro para a faculdade, recorro aos meus pais. Caso consiga encontrar o livro da faculdade em e-book, melhor ainda. Mas tem gente que não suporta e-book, ou fica com dor de cabeça quando lê textos muito extensos no computador. Nesses casos, a economia não compensa o sacrifício. Acho que essa é a regra de ouro – saber o que pode e o que não pode ser cortado.

As dicas abaixo foram baseadas em experiências próprias, bem como no modo como o meu namorado vem conduzindo as finanças dele e em pesquisas que eu fiz. Vocês não precisam seguir todas elas; empregar uma ou duas já faz uma diferença considerável no fim do mês. Tudo depende do seu objetivo – no meu caso, a viagem -, da quantidade de dinheiro da qual você dispõe e do seu padrão de vida e consumo, digamos.

1) Você é o seu principal credor. Isso significa que, antes de qualquer outra dívida, você tem uma dívida com você mesmo. Eu, por exemplo, determinei que guardaria pelo menos cem reais por mês. Meu primeiro compromisso, ao receber meu salário, deve ser guardar esses benditos cem reais.

2) Economize 10% do seu salário. Essa é uma dica que não posso seguir, já que não ganho muito e agora a situação deve ficar mais apertada, mas considero que seja válida pra quem ganha um pouco mais - ou pode poupar o pouco que ganha.

3) Pensar e repensar. Essa é a minha salvadora, ladies and gentlemen. Eu já não era de gastar muito quando o dinheiro não era meu, mas quando passei a receber, me tornei infinitamente mais preocupada com gastos supérfluos. Sempre que boto na cabeça que preciso comprar alguma coisa, pondero até não poder mais a respeito. Geralmente acabo não comprando, só pra vocês terem uma noção da validade dessa dica.

4) Pagamentos à vista. Essa é outra que eu não consigo seguir, mas preciso melhorar. Quase sempre vou lá e caio na tentação das mil vezes sem juros. O resultado é que, no fim do mês, eu já não sei o que tô pagando e nem pra quem eu tô pagando. Em resumo, é o caos. Mas eu prometo que vou melhorar. Sério!

5) Cortar gastos relativos a transportes. Essa dica é especialmente válida pra quem vive em cidades como Florianópolis, que tem uma das tarifas de ônibus mais caras e um dos trânsitos mais caóticos do país. Sempre que possível, tente ir à pé ou de bicicleta aos lugares. Resolver um ou outro assunto pela internet também é uma alternativa. Ainda assim, se nada disso for possível, tente pelo menos resolver todos os assuntos pendentes de uma tacada só. Caronas podem ser amigas.

6) Almoçar em restaurantes mais baratos. Eu, por exemplo, gastava aproximadamente sessenta reais por mês almoçando fora apenas às sextas-feiras. Sim, quase a cota mensal que planejo guardar pra viagem. Sim, eu sou fresca. Teria economizado uma boa grana almoçando em um restaurante praticamente vizinho. Se você é do tipo que não dispensa uma boa refeição, veja se é possível cortar a bebida, pelo menos. E, claro, verifique se uma vez ou outra você pode se convidar pra almoçar na casa de algum amigo.

7) Comer antes de sair de casa. Bato nessa tecla porque é o tipo de gasto que a gente tem mais por preguiça e falta de planejamento que por qualquer outra coisa. Se não consegue largar daquele chopp que eu mencionei no início do post, pelo menos faça um lanchinho antes de sair de casa e economize na batata flambada com trinta e sete tipos diferentes de queijo. Saber cozinhar é uma habilidade muito importante pra quem precisa economizar dinheiro.

E, o pulo do gato...

8) Guarde as suas moedas. Sabe aquele troco que sempre fica jogado no fundo da carteira ou da bolsa? De centavo em centavo eu consigo acumular pra mais de dez reais. Façam como o pai da Tai: juntem essas moedas pequenas, troquem por moedas de um real e guardem em uma caixinha. Não sei o que acontece, mas elas se multiplicam magicamente. Contem depois de alguns meses e comprovem o resultado.

Acho que o principal tá aí. Se vocês tiverem mais dicas interessantes pra compartilhar ou eventuais dúvidas, os comentários estão à disposição. Todos os mãos de vaca agradecem!

12 comentários

  1. Esse negócio das moedinhas é realmente o pulo do gato, consigo juntar quase 100 reais em moedas por mês. Eu roubo as moedas da minha mãe e do meu pai tb HAHAHA :x

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  2. Tou começando a suspeitar que rola é um fermento nessas moedinhas de vocês, HAHAHA.

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  3. Eu tenho verdadeiro MEDO dessa coisa de juntar moedas. Uma vez eu vi um documentário de uma velhinha que juntou uma FORTUNA só com as moedas que ela guardava na hora de lavar a roupa dos filhos e do marido.

    E minha dica pra ti, Mylla, é dar uma olhada nas tuas coisas e ver se tu não acha nada que tu não queira mais. Daí se tu achar, vende na internet! A internet é uma coisa maravilhosa, sério - não importa o que tu queira vender, sempre vai ter alguém para querer comprar. Eu tenho vendido uns livros que eu não vou ler mais, e consegui mais 45 reais no meu orçamento esse mês ;D

    Ok, tu não vai ganhar fortunas que nem a velhinha das moedas, mas já ajuda, né? hahhahaha

    Vou ler esse blog sempre agora, pra ver se EU me inspiro a poupar mais um pouco hahahahah

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  4. Acho que a tua dica é muito aproveitável, Duka (milênios que não te chamo assim Oo hahaha), especialmente nos meses mais apertados. E ainda por cima é um exercício de honestidade, né? Dizer adeus pra coisas que não precisamos mais e tal. HAHAHA.

    :*

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  5. Essa coisa das moedinhas é mágica mesmo, juntei mais de cem reais de troco em uns seis meses.

    Outra coisa que funciona pra mim é sempre sair de casa ZERADA, com no máximo o dinheiro certinho pro ônibus mais dois reais para eventuais emergências.

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  6. Também costumo sair quase zerada de casa, Ferfa. HAHAHA. Mais por segurança, mesmo, mas acaba tendo esse efeito colateral de cortar os impulsos consumistas aleatórios, o que é ótimo. XD

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  7. Eu já sou pão dura de natureza então não tem nada aí que eu já não faça.

    Ahhh e eu também levo lanche de casa pra faculdade ao invés de comprar lá pq sai muito mais barato!

    Bjs!
    Evelyn Marques
    http://newromantic.net

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  8. Eu sou bem pão dura, mas ainda não cheguei no ponto de seguir todas essas dicas, HAHAHA. Mas né, tenho alguns anos pela frente pra reverter isso. :)

    Não levo lanche pra faculdade porque é bem raro eu comer lá. Só quando aperta uma fome louca mesmo. Como estudo a noite, geralmente como alguma coisinha antes de sair e sobrevivo com isso.

    :*

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  9. Eu sinto fome o tempo todo então não saio de casa em um lanchinho na bolsa :)

    Como vc estipulou R$6.000,00 pra sua viagem? Já tem algum pacote em vista? Eu estava olhando orçamentos pra fazer cursos rápidos lá de inglês.

    Bjs!
    Evelyn Marques
    http://newromantic.net

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  10. Eu dei uma pesquisada no preço das passagens (já vão uns 2000 só aí) e estipulei o máximo que quero gastar com hospedagem (1000, mas acho difícil ficar só nisso), aí o resto deve cobrir locomoção, ingressos e alimentação enquanto eu estiver lá. :)

    Mas acho que vou conseguir guardar mais que isso, aí é tudo mais tranquilo. \o/

    Também tou fazendo uns orçamentos com agências de intercâmbio e os pacotes de um mês ficam mais ou menos por 6000, em média.

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  11. Eu tbm fiz uns orçamentos de intercâmbio! A gente podia se corresponder de uma outra maneira pra trocar umas ideias né? Posso te adicionar no FB?

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