Diário de bordo de São Paulo - Oitavo dia

07 agosto 2011


Meu oitavo dia em São Paulo foi também o último de viagem. Como minhas experiências com vôos nem sempre foram boas – sério, já me aconteceu todo o tipo de coisa! -, logo que acordei fui tratando de arrumar minhas malas e deixar tudo preparado pro não tão curto caminho até Guarulhos. Pouco tempo depois as meninas também acordaram, e dali uns minutos recebemos uma ligação da mãe da Gabi, nos convidando para um almoço em São Caetano. Então nos arrumamos e lá fomos nós refazer o percurso da noite anterior.

Lembram que eu pedi a vocês que memorizassem a história do esmalte? Pois bem, foi aí que ela teve seu desfecho: logo depois do almoço demos uma volta rápida pela cidade e acabamos parando numa loja de cosméticos. Só pra variar, fui lá pro corredor dos esmaltes cobiçar o Rosa Colonial, mas acabei não comprando. Eis que saímos de lá e a mãe da Gabi me estende um pacotinho da loja... Sim, senhores, era o tal do esmalte. O negócio é que eu sou muito tímida com isso de ganhar presentes, especialmente inesperados. Devo ter ficado mais rosa que o conteúdo do vidrinho, haha.

Nos despedimos da mãe da Gabi e voltamos pra casa pra buscar minhas coisas. Era relativamente cedo quando saímos de lá, mas ainda assim não pude evitar a sensação de que acabaria me atrasando, perdendo o vôo e ficando presa em São Paulo pra sempre durante o trajeto - no trecho que ia do metrô Tatuapé até o aeroporto em especial. Pro meu alívio, deu tudo certo. E, exatamente do jeito que foi na ida, o tempo entre o check-in e o embarque passou muito rápido também na volta. A viagem, porém, não foi tão agradável quanto a outra; quase fiquei surda dessa vez, devido ao meu estado de saúde, digamos, fragilizado.

Mais de duas semanas se passaram desde a volta e as saudades são gigantescas. De vez em quando revejo nossas fotos e relembro das histórias, o que só contribui para o aumento desse sentimento. Não que eu odeie, de todo, essa vida entre aeroportos e rodoviárias. Absolutamente não. É gostosa, pra mim, a sensação de estar sempre voltando pra algo ou pra alguém querido, e é o que eu me vejo fazendo pelos próximos anos. Talvez pela vida inteira. É que todo lugar acaba virando um pouco a minha casa, sabe? E São Paulo faz parte disso, agora.

Em breve Londres fará também.

8 comentários

  1. "É gostosa, pra mim, a sensação de estar sempre voltando pra algo ou pra alguém querido, e é o que eu me vejo fazendo pelos próximos anos. Talvez pela vida inteira. É que todo lugar acaba virando um pouco a minha casa, sabe?"

    THIS.

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  2. Ahh, que post fofo! Fico feliz em saber que você vai sentir saudades de Sâo Paulo! Porque a) gosto de pensar que tenho minha parcela de culpa nisso, b) assim você volta, haha!

    Amo você, My! Saudades! Beijos!

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  3. HAHAHA, as duas alternativas tão corretas, Gabi. Em breve eu tou de volta. :)

    :*

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  4. Que lindo esse post e esse dia, My! *-*

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  5. Obrigada, Gabizinha. <3

    Eu realmente espero que a trajetória desse blog seja bonitinha, como foram os dias em São Paulo. Os sentimentos já estão aqui, só faltam as palavras apropriadas. :)

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  6. Cara, que fofa a mãe da Gabi!!! Deve ser tão fofa quanto a filha!!!

    Eu odeio sentir saudades, oh sentimento que faz sofrer...

    Nunca voei de avião, e de nenhum outro modo aliás, rs, mas um dia voarei e provavelmente morrerei de medo :)


    Ai que linda foi essa viagem! Obrigada por nos deixar estar nela junto com vocês através deste diário!!

    Bjinhos

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  7. A mãe da Gabi é muito engraçada, Ju. XD HAHAHAHA.

    Quando for viajar, pode escrever um diário de bordo que eu juro que não vou me importar de ler! Hahaha.

    :*

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