Diário de bordo de São Francisco do Sul e Curitiba - Segundo dia

16 setembro 2011


Aí que acordamos bem cedinho, já que a missão do dia era ver tudo o que precisava ser visto em São Francisco e ainda chegar a Curitiba antes do anoitecer, se possível. Alguns imprevistos fizeram com que só conseguíssemos sair do hotel perto das dez da manhã, mas não é como se tivéssemos ficado tristes, não. A verdade é que o Tai Pan foi a grande estrela da viagem. Se pudesse, teria ficado lá o tempo inteiro!

Malas prontas e indicações de hotéis paranaenses – que não seriam seguidas - devidamente anotadas, nosso destino era a praia de Ubatuba. Por um golpe de sorte tremendo, o dia estava lindo. Parecia que tava pedindo a sessão de fotos que não tardou a começar. Tratei de fotografar até o caminho de volta para o centro histórico de São Francisco, que fica ainda mais bonito à luz do dia.

Acho que nunca cheguei a comentar com vocês, mas tenho um fascínio em fotografar igrejas. Não muito os interiores - tanto em respeito aos freqüentadores quanto porque quase nunca encontro bons ângulos -, mas sim as fachadas. Minha maior motivação para voltar ao centro histórico era fotografar a bendita da Igreja Matriz, que apesar de não tão bem cuidada, é muito bonita.

E por falar em falta de cuidados, a mesma coisa se repete com alguns dos prédios ao longo das ruazinhas. Alguns casarões foram restaurados e são bem cuidados, sim, mas outros são verdadeiros terrenos baldios cercados por paredes pesadas. Quem reparou nisso foi minha mãe. Ela deu jeito de encontrar uma fresta numa das portas e o que encontrou lá dentro, basicamente, foi mato e lixo. Meio triste.

Seguimos adiante no percurso, paramos em algumas lojinhas para compras, fotografamos o Mercado Público à luz do dia, paramos num píer para apreciar a paisagem e almoçar, depois fomos à caça de lembrancinhas de viagem e tiramos ainda mais fotos. O Museu Histórico e o Museu Nacional do Mar acabaram ficando para a próxima visita, porque eu sou meio que a única da trupe a curtir museus.

Era mais ou menos três horas da tarde quando rumamos para Curitiba. Eu até tentei adiantar a leitura d’As Crônicas de Gelo e Fogo mais um pouquinho, mas dessa vez foi mais difícil. Não sou acostumada com essa parte do percurso, então a serra que separa o Paraná de Santa Catarina roubou a minha atenção. Aquilo ali é maravilhoso, gente – ainda mais do que a estrada que leva a São Francisco.

Começava a anoitecer quando chegamos a São José dos Pinhais, cidade vizinha de Curitiba. Foi quando começamos a nos preocupar verdadeiramente com a hospedagem. Mamãe e padrasto ficaram com um pouco de medo de não encontrar hotel, então meio que ficamos no primeiro que apareceu – um hotelzão de beira de estrada. Literalmente falando.

Estruturalmente o lugar não era ruim, não, mas era óbvio que uma reforma nunca tinha dado o ar da graça por ali. A aparência era meio, digamos, franciscana. Sempre que eu virava na cama era uma aventura, porque parecia que ela ia ceder caso o movimento fosse mais brusco. Até a atmosfera do quarto era pesada, como se ele tivesse ficado muito tempo fechado. Passei maus bocados pra respirar ali.

Para completar, jantamos numa churrascaria próxima ao hotel e até ali tudo parecia... não sei, desconfortável. Comi pouquinho e fiquei na minha, enquanto o pessoal se esbaldava. Queria mesmo é que acabassem logo pra gente voltar pro hotel e dormir bem pesado. No dia seguinte conheceríamos a famigerada Curitiba e essa perspectiva parecia bem melhor.

2 comentários

  1. Ansiosa pelos relatos de Curitiba *-*

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  2. Só fiquei um dia em Curitiba Rock City, Pam, então não espere grande coisa. HUAHAHUAHA.

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