Intercâmbio na Alemanha: a experiência da Mônica

26 maio 2013


Uma das minhas maiores preocupações ao entrevistar intercambistas é trazer a maior variedade possível de experiências aqui para o blog. Quero sempre um país novo, programas de intercâmbio diferentes, intercambistas super jovens, outros mais velhos... E a entrevista de hoje é diferente das anteriores por duas razões: tem a Alemanha como destino e, bem, acabou não dando certo.

Quem vai explicar melhor essa história pra gente é a Mônica Kocourek, que tem 20 anos e é gaúcha. Mônica acabou de ingressar no curso de enfermagem da UFSM e adora ler, escrever, comprar livros, sonhar e, óbvio, a Alemanha. Vocês podem ler algumas das divagações dela em seu próprio blog e também bater um papo com ela no Facebook ou no Twitter.

Vamos lá então.


Por que a Alemanha?

Bom, eu espero ter a oportunidade de conhecer vários lugares de todos os cantos do planeta, mas Alemanha é um daqueles vícios e paixões sem explicação. Sempre via as fotos do país e me encantava, também acho a língua muito bonita (embora todo mundo diga que parece que estão te xingando). Então, quando fiquei sabendo sobre uma coisa chamada au pair e que essa era uma forma mais econômica de viajar e conhecer outros lugares, comecei minha busca por uma família alemã!


Como foram os preparativos para o intercâmbio?

Como comentei, eu iria para a Alemanha trabalhar como au pair e à princípio ficaria por lá durante um ano. Depois de encontrar a família, eles me mandaram o contrato por fax e fui até o consulado da Alemanha em Porto Alegre pedir o visto, tive de fazer uma entrevista para ver se eu tinha um conhecimento básico de alemão, fui péssima, não entendi quase nada do que me foi perguntado e sai de lá com a certeza de que não conseguiria o visto... Estava enganada, quase dois meses depois recebi o visto em casa , aí foi comprar as passagens e arrumar as malas! O destino era Overath, uma cidade pequena perto de Colônia, meu vôo iria até Frankfurt e de lá eu deveria pegar um trem para Colônia, onde iria encontrar a família.


Como foi a sua vida de intercambista? As melhores partes e as nem tão agradáveis assim?

Foi excelente, turbulenta e rápida. Ao invés de ficar um ano, me deixei levar pelo primeiro impacto: saudades, difculdades, impulsos. Voltei depois de uma semana por lá. Apesar do pouco tempo, uma das melhores coisas foi a experiência da primeira viagem internacional sozinha, onde eu era responsável por mim mesma, tinha que me virar com outra língua e com qualquer dificuldade que encontrasse, sabendo que meus pais não estariam ali para me ajudar. E isso me fez amadurecer bastante. O simples fato de conhecer um pouco daquele país que tanto me fascinava também foi umas das melhores coisas. A família que me recebeu era maravilhosa, todos me trataram super bem, mas nas primeiras vezes sozinha com as crianças eu já percebi que não seria nada fácil, e isso foi uma das coisas que mais pesaram na decisão de voltar para casa. Quando saí do Brasil eu tinha consciência de tudo que me aguardava, mas na prática foi mais assustador do que eu imaginava. Vi que eu não estava preparada para cuidar mim e de mais três crianças num país desconhecido.


Como foi lidar com o alemão?

Eu conhecia apenas algumas palavras, frases básicas e os números. Felizmente, todos parecem falar inglês por lá. No aeroporto - o que já era esperado -, no trem tanto o cobrador quanto os passageiros que falaram comigo entendiam inglês muito bem (mesmo eu falando meio errado) e nas lojas em Colônia. Na cidade em que fiquei, que era um pouco menor, eu não cheguei a me comunicar com ninguém, a não ser para dizer "Ich spreche keine Deutsch" ("Eu não falo alemão"), e foi realmente intimidador sair na rua e ouvir as pessoas conversando sem fazer idéia sobre o que elas estavam falando.


Quais são os lugares imperdíveis a serem visitados na Alemanha, na sua opinião?

Mais uma vez, preciso falar no tempo... Afinal, uma semana não deu pra conhecer tanta coisa. Mas já posso dizer que Colônia é encantadora, tem uma catedral lindíssima, as lojas e museus (Römisch-Germanische Museum e Museum Ludwig), assim como a Ponte Hohenzollern, que são as principais atrações turísticas da cidade, ficam bem próximas, podendo ser visitadas em pouco tempo. Infelizmente só pude admirar os museus pelo lado de fora.


O que você tem a dizer para aqueles que sonham em fazer um intercâmbio?

Digo que acreditem naquilo que vocês querem. Essa viagem para Alemanha era algo que eu sonhava e pensava "será que um dia, quando eu for adulta, poderei conhecer o país?", e hoje já posso dizer que conheci e que planejo viajar para lá de novo, bem como para diversos outros lugares. Peço que se forem como eu, para trabalhar em algum lugar, reflitam e vejam se estão realmente preparados psicologicamente. E, principalmente, que não desistam como eu da chance que tiverem se os primeiros dias em outro lugar forem complicados. Acredito que se eu tivesse esperado um tempo, teria me habituado e estaria por lá ainda hoje.

11 comentários

  1. Já fui para a Alemanha e me apaixonei pelo país. Eu com certeza quero passar uma temporada mais longa por lá, fazer um intercâmbio e aprender alemão, mas eu sei que ser au pair não é a melhor opção para mim, não tenho o menor preparo para cuidar de crianças. Se fazer intercâmbio já deve ser difícil, imagina ser au pair? Ah, e Colônia é realmente uma linda cidade.

    http://pequenaaventureira.blogspot.com.br/

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    1. Apesar de ser uma opção mais em conta, não sei se encararia esse lance de au pair também não, viu? Hahaha. Ainda mais com três crianças na jogada!

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  2. Eba! Minha entrevista aqui no blog *---*
    É meninas, tem que ter muito amor e preparo pra cuidar de crianças ... por mais que seja em conta!
    Obrigada pela oportunidade de postas minha experiência aqui <3

    Beijos!

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    1. Eu que te agradeço, Mônica! Obrigada por tudo MESMO, viu? <3

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  3. Tem que ter muita coragem para ir para um País que você sabe pouco do idioma, eu não teria coragem! rs

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  4. Ser Au pair é um negócio complicado, que também não cogito, apesar de amar viajar, fazer intercâmbio e coisas assim... eu fico só imaginando como deve ser isso, uma amiga minha ficou 4 anos de au pair na França!! Mas é assim mesmo Mônica, na próxima viagem, vc já aprendeu que deve esperar mais uns dias antes de fazer as malas e voltar atrás. Eu aprendi isso e vi que é perfeitamente normal vc estar num país estranho, com gente e língua estranhas, muitas situações novas e não tão fáceis assim e ter vontade de voltar para casa, mas depois passa, melhora e você vê que não foi um pesadelo e sim um aprendizado, necessário, diga-se de passagem. :)

    duasnamatina.wordpress.com

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    1. Tu fez intercâmbio pra onde, Laísa? ^^

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  5. Olá tudo bem? gostaria de saber onde você comprou esse caderninho rosa. Beijos

    http://snapwidget.com/view/?id=465178071495174109_6344440#.UaUl60CyBSA

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    1. É uma agenda! Comprei em um dos shoppings aqui de Floripa. :)

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  6. olá,conhecer outro pais e vivenciar seus costumes é realmente incrível,passei 3 meses na Alemanha(em munique) e apesar da saudade foram dias maravilhosos.

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