Como planejar um intercâmbio: universidades e documentos

21 agosto 2014


Como falei em um post anterior, vou tentar ensinar para vocês como planejar um intercâmbio. Como a Mylla está explicando vários tipos de intercâmbio, vou falar apenas do universitário, já que este não será abordado por ela.

A primeira coisa que devemos pensar quando o assunto é intercâmbio universitários é em que tipo de universidade estudamos. Universidades particular e públicas (sejam elas estaduais ou federais) oferecem diferentes tipos de intercâmbio. A segunda é que nem todo intercâmbio universitário conta com bolsas. Muito provavelmente você irá ter que pagar um parte, sejam mensalidades, moradia, alimentação ou outros tipos de custo.

Universidades Particulares

Muitas universidades têm convênios com instituições estrangeiras, o que acaba facilitando bastante o intercâmbio. Se informe com o departamento quais os documentos necessários e que custos que você deverá bancar.

Se a sua faculdade não tem convênio, é bom ficar de olho em quais faculdades estrangeiras estão oferecendo intercâmbios e se o curso delas têm uma grade curricular parecida com a sua. Se achar a faculdade ideal, entre em contato com eles e pergunte quais são os requisitos para o intercâmbio, a documentação e os custos. Se você considerar razoável, fale com a coordenadoria do seu curso para saber se o seu intercâmbio pode ocorrer de acordo com as regras da universidade.

Fique atento à oferta de bolsas. Muitas universidades particulares oferecem bolsas parciais ou integrais de intercâmbio. Normalmente, a oferta tem como requisito um bom rendimento acadêmico e proficiência em inglês ou na língua falada no destino. Ah, e faculdades particulares também fazem parte do Ciências Sem Fronteiras, viu? Se o seu curso está entre os que podem participar, vale muito a pena ir atrás.

Universidades Públicas

Assim como no caso das particulares, muitas universidades públicas têm convênios com universidades estrangeiras e isto é mais perceptível, pois as públicas recebem muitos estudantes de outros países. Fale com o escritório de intercâmbio de sua faculdade para se informar sobre o que é necessário para fazer o intercâmbio e se há vagas de bolsa disponíveis para o seu curso.

Bolsas em universidades públicas são bastante disputadas, então nem sempre você conseguirá escolher o seu destino favorito, mas não desanime por isso, é sempre interessante e válido conhecer outras culturas. É possível também que seja exigida a nota do ENEM e algum exame de proficiência em língua estrangeira para que você ganhe uma bolsa, então esteja certo de que você pode atender aos requisitos.

Documentos

Grande parte dos países estrangeiros exigem Visto de Estudante, mesmo os que não exigem Visto de Turista (como é o caso da maioria dos países da União Européia). Para conseguir um visto de estudante, é necessário que você ou a sua universidade entrem em contato com a universidade que irá lhe receber e peçam uma carta de aceitação.

Para receber esta carta, você provavelmente terá que enviar o seu histórico escolar traduzido e fazer algum teste de proficiência linguística para comprovar que você irá conseguir acompanhar as aulas. Esta carta você irá levar, junto com outros documentos, ao consulado do país de destino.

Para fazer o visto, você terá que agendar dia e horário no consulado. Isto, normalmente, é possível fazer pela internet. Alguns países, como os Estados Unidos, exigem que você preencha diversos formulários, onde você irá contar praticamente a sua vida inteira e responder perguntas esdrúxulas como “você faz e/ou já fez parte de um grupo terrorista?”. É necessário também levar uma foto atual (o tamanho geralmente, é informado no site da embaixada, passaportes e vistos antigos, e comprovante de renda.

Dicas

Tenha atenção com as leis do país. Os Estados Unidos permitem que pessoas com visto de estudante universitário cheguem um mês antes de as aulas começarem e permaneçam no país até no máximo dois meses depois. Se você passar disso, provavelmente será deportado e terá dificuldades em voltar ao país. Se você tiver visto de turista também, você terá que deixar o país e entrar como turista. Na Europa existem leis diferentes para cada país, assim como em outros continentes.

Se informe se a sua universidade destino tem dormitórios. Nos Estados Unidos, quase todas as faculdades têm dormitórios próprios, que podem estar incluídos no seu programa ou não. Já na Europa varia muito. A maior parte dos meus amigos que fez intercâmbio para países como França, Itália, Espanha e Irlanda teve que alugar ou dividir apartamento. Muitas vezes, você pode negociar isso na sua faculdade aqui no Brasil. Já meu namorado, que fez intercâmbio na Inglaterra, me disse que a faculdade lá tinha dormitórios, mas ele teve que pagar à parte.

Faça o ENEM. Para conseguir uma vaga no Ciências Sem Fronteiras é imprescindível, e para conseguir outras bolsas pode ser exigido ou ser o diferencial. Vale lembrar que, como o governo não está mais dando bolsas para Portugal por termos a mesma língua, algumas faculdades de lá, como a de Coimbra, podem passar a aceitar notas do ENEM para receber estudantes brasileiros.

Planeje-se financeiramente. Mesmo que você consiga uma bolsa integral, ainda assim você terá gastos particulares. Saiba mais ou menos o valor de alimentos, transporte, museus, passagens de trem e avião para cidades/países próximos. Você certamente não vai querer ficar o tempo todo dentro da universidade, certo?

E aí, pessoas? Acharam esclarecedor? Acham que falta alguma coisa? Têm algo a acrescentar? Comentem aí, caso tenha ficado alguma dúvida, vou fazer o possível para responder!

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