Intercâmbio na Tailândia: a experiência da Camila

31 outubro 2014


Trazer experiências de intercâmbio em países diferentes aqui pro blog é quase tão legal pra mim quanto conhecer um lugar novo! Hahaha. Dessa vez, vamos descobrir como é estudar na Tailândia. Quem esteve por lá foi a Camila Zilli, que tem 19 anos, nasceu no interior do Paraná e faz faculdade de Design aqui em Floripa. Vocês podem encontra-la no Facebook e no Instagram.


Por que a Tailândia?

Nunca tive em mente ir para lá. Aliás, não sabia nada sobre o país. Como fiz intercâmbio pelo Rotary, meu destino foi escolhido através de uma prova, onde a classificação decidiu a ordem de escolha dos países. Eu tive apenas três opções: México, Tailândia e Taiwan. Confesso que tive vontade de abrir mão do intercâmbio por esses não serem os países dos meus sonhos. Apesar de simpatizar muito com o México e ter muita vontade de conhecê-lo, queria algo mais diferente, mas não tanto quanto Tailândia e Taiwan, que seriam um completo choque cultural. Tive menos de um dia para me decidir. Pesquisei tudo o que podia sobre os três países, procurei histórias de intercâmbio e, depois de um telefonema para uma ex-intercambista na Tailândia que me jurou ser o melhor lugar do mundo (beijo, Amanda), acabei escolhendo esse país.


Como foram os preparativos para o intercâmbio?

Após escolhido o país, tive que preparar vários papéis com informações minhas e de meu clube padrinho do Brasil a serem enviados à Tailândia. Depois de cinco longos meses de espera (a coordenadora de intercâmbio da Tailândia saiu de férias e simplesmente esqueceu de me responder!), recebi uma papelada deles contendo informações sobre minha primeira família hospedeira (tive duas), minha futura cidade, meu Rotary Club e minha escola. Com esses papéis, pude solicitar meu visto de estudante no site da embaixada no Brasil. Enviei meu passaporte para eles por correio, fiz o depósito da taxa cobrada e em poucos dias estava com meu visto em mãos! Pelo atraso no envio dos papéis, todo esse processo foi bem corrido. Já era metade de agosto e a maioria dos intercambistas viaja em julho. Comprei minha passagem às pressas e embarquei no dia 29 de agosto.


Como foi a sua vida de intercambista?

O processo de adaptação foi bastante complicado. Chorei muito, não entendia uma palavra do idioma, tinha vontade de voltar pra casa toda vez que entrava em um banheiro tailandês e a comida apimentada acabava com meu estômago! Morei em uma cidade bem pequena chamada Chumphae, na província de Khon Kaen, longe das cidades grandes e turísticas, sem muitos atrativos. Mas aos poucos, aprendi a lidar com todas aquelas diferenças e as coisas ficaram muito mais fáceis. Os tailandeses são muito pacientes, me ajudavam em tudo, as vezes faziam até demais para eu me sentir em casa. Comecei a frequentar a escola, fazer amigos, viajar, aprender a língua... Tudo foi se ajeitando. O fato de ter mais três intercambistas na mesma cidade ajudou muito! Aprendi a amar a Tailândia e hoje não trocaria o país por nada! Conheci pessoas incríveis e lugares maravilhosos.


Como foi lidar com o tailandês?

Extremamente difícil. Cheguei lá sem nem saber falar "oi" e, ao contrário do que eu pensava, eles não falavam nada de inglês. No início, conversávamos através de mímicas e do Google Tradutor. Minha host sister decidiu me ajudar. Todos os dias estudávamos um pouco, ela apontava coisas pra mim e dizia como se chamavam, eu escrevia em um caderninho e tinha uma meta diária de palavras para aprender. No começo foi bem frustrante, eu não conseguia lembrar nem o nome das pessoas com quem eu morava! Comprei um livro em inglês que ensinava o básico do idioma e estudava sempre que podia. Aprendi a escrever um pouco e ler me ajudou muito na memorização. Não fiquei fluente, meu nível de tailandês é de básico a um leve intermediário. Entendo bastante, mas não falo tanto quanto gostaria. Aprendi o suficiente para me virar bem.


Quais são os lugares imperdíveis a serem visitados na Tailândia?

São muitos! Mas como sou apaixonada por praias, o sul da Tailândia é meu destino favorito. A praia de Maya Bay, nas ilhas Phi Phi é parada obrigatória. São muitas as ilhas paradisíacas, mas meus dois lugares preferidos são Krabi e Koh Similan. Em Bangkok, o Grand Palace, complexo que serviu de moradia da família real, é imperdível. Ainda em Bangkok, o Sirocco Bar e a famosa Khao San Road, uma rua com bares, feiras, festas e tudo mais que se pode imaginar. Os mercados flutuantes são bem interessantes, existem alguns nos arredores de Bangkok. E o norte do país, que é o ponto forte nos passeios culturais. O passeio e show de elefantes em Lampang ou em Chiang Mai (a cidade é demais, vale a pena conhecer), a Hill Tribe, que é a tribo das mulheres girafas, e o Templo Branco, na cidade de Chiang Rai.


O que você tem a dizer para aqueles que sonham em fazer um intercâmbio?

Não pense duas vezes! Com certeza é uma das melhores experiências que se pode ter. Conhecer pessoas de todos os lugares do mundo, morar em um outro país, aprender um novo idioma, viver uma nova cultura... Não importa o país escolhido, a oportunidade será única e incrível. Todos têm seus altos e baixos e muito a ensinar!

2 comentários