Diário de bordo: guerras, palácios e museus em Berlim

10 setembro 2015


O segundo dia em Berlim começou conosco novamente no ônibus do City Tour. Mas ao invés de darmos uma volta completa, como na primeira vez, descemos no palácio da Rainha Sophia Charlotte da Prússia. A região de Charlottenburg, que também dá nome ao palácio, era uma cidade independente até 1920, quando foi anexada à Grande Berlim.

Detalhe do portão de entrada da região de Charlottenburg

A entrada do palácio

O palácio visto dos jardins

O castelo, que foi construído entre 1695 e 1713, une os estilos barroco e rococó, os mesmos do castelo de Versalhes. Foi encomendado pela rainha consorte da Prússia, Sophie Charlotte, como residência de verão e conta com extensos jardins e um belo lago. Foi bombardeado em 1943 e a sua restauração dura até hoje, como é possível ver nas fotos.

O que restou da Kaiser Wilhelm Gedächtniskirche e a nova torre do sino ao lado

Detalhe do mosaico no teto da igreja

Depois de um descanso nos jardins do palácio, voltamos para o ônibus e descemos em uma igreja que se tornou símbolo da destruição da Segunda Guerra em Berlim, a Kaiser Wilhelm Gedächtniskirche. Chamada de “o dente cariado de Berlim”, fica localizada em uma das regiões mais ricas e visitadas da cidade, a Avenida Kurfürstendamm.

Estátua danificada por bombardeios

Altar da nova igreja

Ela foi quase toda bombardeada, sobrando apenas uma de suas torres e a parte da entrada, mas ao invés de ser reconstruída e restaurada como o resto da cidade, foi mantida como estava para servir de lembrança das consequências da guerra. É aberta à visitação e ainda mantém parte do rico mosaico no teto e uma estátua de Jesus que sobreviveu com algumas danificações. Nos anos 60, uma nova igreja foi construída bem ao lado, assim como uma torre do sino. Dentro dela, existe uma homenagem às vítimas protestantes do regime Nazista.

O início da galeria

Obra Meu Deus, Ajuda-me a Sobreviver a Este Amor Mortal ou Beijo Fraternal, de Dmitri Vrubel

Obra sem título de Ana Leonor Rodrigues

Após darmos uma volta pela Kurfüstendamm, uma avenida idealizada por Otto Von Bismarck para rivalizar com a Champs-Élysées de Paris, minha mãe resolveu voltar para o hotel e eu e meu pai pegamos o metrô para a East Side Gallery. Esta galeria é o maior segmento sobrevivente do Muro de Berlim, tem mais de um quilômetro de extensão e é coberta de pinturas feitas por artistas do mundo inteiro. O lado do muro que fica de frente para o Rio Spree é coberto de pichações.

A Fernehturm pode ser vista de vários pontos da cidade

Estátua em homenagem a Karl Marx e Friedrich Engels

De lá, seguimos a pé até a Alexander Platz, onde fica a famosa torre de TV Fernehturm, a construção mais alta da Alemanha, com 368 metros. Demos uma parada para tomar um frappuccino no Starbucks e seguimos em direção ao hotel. No caminho, passamos pela Marx-Engels Forum, uma praça onde fica a estátua dos autores do Manifesto Comunista, que foi construída durante a Guerra Fria. Ironicamente, ela fica bem ao lado da Berliner Dom, a maior catedral de Berlim.

Detalhe do portão de Ishtar

Portão do mercado de Mileto

O nosso último dia em Berlim ficou para os museus. Meu pai reservou antecipadamente entradas para três dos principais de Berlim: Pergamon, Neues e Altes Museum. Porém, acabamos visitando apenas os dois primeiros.

Enfrentamos uma fila grande para entrar no Pergamon, que guarda partes do Portão de Ishtar, uma das portas de entrada para a antiga cidade da Babilônia, assim como um portão para a cidade de Mileto, na Grécia, e uma exposição de arte islâmica.

Tomando um sol com o papai na beira do Spree

No Neuesmuseum, o que mais me interessou foi o famoso busto da rainha egípcia Nefertiti, mas não era permitido fotografar nessa sala de exposição. Depois dessas visitas, estávamos famintos e cansados, então fomos almoçar em um restaurante italiano chamado Amici, que fica na beira do Spree. Recomendo bastante essa rede para quem visitar a Alemanha, a comida é ótima e relativamente barata!

Berliner Dom

Já descansados e alimentados, fomos visitar a Berliner Dom, que fica às margens do Spree e de frente para a praça do Altesmuseum. Esta catedral protestante foi construída por volta de 1451 como uma igreja católica, antes das reformas na Alemanha. Ela foi fortemente danificada por um bombardeio em 1944 e a sua restauração foi iniciada nos anos 70.

Detalhe do prédio

Rio Spree visto de cima

Vista do Lustgarten

Subimos os 270 degraus até o domo da catedral. Devo dizer que foi uma das subidas menos desagradáveis (estou olhando pra você, Catedral de Colônia). A vista lá de cima é imperdível e vale muito a pena o custo da entrada e o esforço.

A estação central de Berlim

Chegando o entardecer do nosso último dia em Berlim, fomos jantar próximo ao hotel e arrumar as bagagens, pois bem cedo no outro dia tínhamos um trem para pegar na Hauptbahnhof.

No próximo post, vou falar sobre o dia que passei em Dresden e a chegada em Munique. Espero que tenham curtido Berlim comigo, contem aí o que acharam!

9 comentários

  1. Berlim deve ser um lugar tão lindo!
    Uau, essa vista é de tirar o fôlego! Realmente deve valeer a pena.
    Beijos!

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    1. É lindo mesmo! Não esperava que fosse gostar tanto de lá.

      Beijos!

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  2. Eu estou simplesmente amando as fotos da sua viajem, os lugares são muito lindos! <3
    Beeijos!
    http://livrosamoremais.blogspot.com.br/

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  3. Belo post.
    Faltou o joelho de porco e a cerveja. ehehehe...

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    1. Já falei deles no primeiro post de Berlim, mamãe!
      http://www.hey-london.net/2015/09/diario-de-bordo-o-primeiro-dia-em-berlim.html

      Beijos!

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    2. Sabe como tua mãe é esperta. Começou lendo pelo fim. bj

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