Queen no Rio de Janeiro - 18/09/15

27 setembro 2015

Créditos: G1

Sou uma pessoa pessimista por natureza. Então, demora bastante até eu começar a sentir que alguma coisa maneira ou diferente realmente está acontecendo comigo. Não acho isso totalmente ruim, porque já tive crises de ansiedade e elas não são nada agradáveis. Mas até que um friozinho na barriga vai bem de vez em quando, não é?

Depois de sobreviver ao Lollapalooza do ano passado, me sentia pronta para encarar o Rock in Rio. Ainda não tinha nenhum artista confirmado para o festival naquela época, mas eu suspeitava que Metallica ou Iron Maiden se apresentariam. Por isso, quando o Queen anunciou que voltaria ao Brasil na companhia de Adam Lambert, minha decisão já estava mais do que tomada.

De volta ao Rio de Janeiro

O tempo passou, setembro chegou e a viagem se aproximava cada vez mais rápido. Precisávamos acertar vários detalhes antes do embarque, mas a minha calma era digna de uma dama da rainha, hahaha. Quando finalmente chegamos ao Rio de Janeiro, minha única preocupação era não ser passada para trás pelos taxistas do Galeão.

Depois de um dia de andanças pelo centro da cidade - vou falar sobre isso com calma em outra oportunidade -, finalmente chegou a data do show. Estava quente demais, por isso sugeri para a Carol que descansássemos. Tinha medo de me desgastar e acabar me frustrando com a performance do Queen da mesma forma que aconteceu com o Muse.

God save the Queen

A introdução de One Vision e a empolgação das pessoas ao meu redor finalmente conseguiram fazer meu corpo e minha mente saírem do estado padrão de incredulidade. Essa não é uma das minhas músicas favoritas do Queen e eu já vi várias bandas covers abrirem seus shows com ela, mas não consegui segurar as primeiras lágrimas da noite.

Depois, o Queen intercalou músicas mais e menos conhecidas: Stone Cold Crazy, Another One Bites the Dust, Fat Bottomed Girls, In the Lap of the Gods e Seven Seas of Rhye. Sou da opinião de que banda que não lança material novo tem mais é que fazer shows recheados de hits do começo ao fim, então fiquei com um pouco de preguiça, hahaha.

Para mim, o show só começou de verdade com Killer Queen, que é uma das minhas favoritas. Sei que essa música não é das mais famosas e nem entrava para os setlists da banda com tanta frequência, mas a performance de Adam Lambert certamente convenceu muita gente. É impossível assistir e não pensar que a música foi escrita para ele interpretar!


Em seguida, os caras emendaram Don’t Stop Me Now, I Want to Break Free e Somebody to Love. Essas músicas levantaram e prepararam a galera para Love of My Life, o primeiro ponto emocionante da noite. Chorei que nem uma criança por três motivos: a energia do povo ao cantar, Freddie Mercury aparecendo no telão e Brian May obviamente emocionado.


O setlist continuou a empolgar com A Kind of Magic, um duelo de bateria e Under Pressure, outra música que eu amo demais. Caiu um pouco com Save Me e Ghost Town - música da carreira solo de Adam Lambert -, voltou a subir com Who Wants to Live Forever e despencou de vez com um solo imenso de Brian May. Não precisava disso tudo, cara. Sabemos que você é virtuoso!


A apresentação subiu mais uma vez com The Show Must Go On. Essa é a minha música preferida do Queen e ter a oportunidade de ouvi-la ao vivo deu toda a graça ao momento. É que não acho que ela tenha sido feita para qualquer outra voz que não a de Freddie Mercury, sabem? E olha que não faço parte do time de fãs malas que acham que a banda morreu com ele!

Daí em diante, só teve hits e a empolgação fez eu me esquecer do cansaço. I Want it All, Radio Ga Ga, Crazy Little Thing Called Love... Em Bohemian Rhapsody, Freddie voltou aos telões para cantar com a banda e o público entoou palavra por palavra, apesar de a música ter uma letra bem nada a ver. Claro que eu chorei como se não houvesse amanhã.


Para finalizar, teve We Will Rock You, We Are the Champions e o hino do commonwealth, God Save the Queen. Aí se misturou praticamente tudo o que eu mais gosto no mundo, né? Queen, Rio de Janeiro e Reino Unido. Só faltaram livros de história, gatos e o namorado para completar esse momento tão obviamente eu, hahaha.

Mortinhas depois do show!

Crazy Little Thing Called Love

Faz mais de uma semana que o Queen se apresentou no Rio de Janeiro e eu ainda não sei muito bem como me sentir a respeito. Ver a banda ao vivo era um dos meus sonhos mais antigos, mas não achava que eles voltariam ao Brasil algum dia e já estava totalmente conformada. Por isso, ver Brian May e Roger Taylor foi ainda mais especial.

Ao contrário da maioria das pessoas, não acho que o Queen tenha acabado com a morte de Freddie. É impossível pensar assim depois de testemunhar a emoção de Brian, a felicidade de Roger e o respeito de Adam pelo trabalho da banda. De ter sido uma entre as 85 mil vozes que cantaram Love of My Life e sentiram cada palavra da letra lá no fundo da alma.

Boas músicas superam a mortalidade de seus intérpretes originais e são eternizadas na voz dos fãs, meus amigos, sendo eles famosos ou não. Então, vamos cantar mais e reclamar menos, sim? Afinal, essa é a melhor forma de prestar tributo às memórias dos artistas que já presentearam o mundo com talento e emoção.

12 comentários

  1. Eu chorei litros assistindo pela tv, imagina se eu estivesse lá? </3
    Foi um show maravilhoso, e eu também não vou junto com as ~haters~ do Adam. O cara canta bem, e diante do terror de ficar na sombra do Freddie, ele se saiu muito bem.

    Inveja (branca) de você! :D
    dogregomoderno.blogspot.com.br

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    1. Foi mágico, Geruza! Mas eu baixei o show e assisti ontem. Também achei maravilhoso para quem assistiu do conforto do lar, hein? Arrepiei tudo de novo!

      Tenho preguiça dos haters desde a época em que o Paul Rodgers se apresentava com o Queen. Acho que tanto ele quanto o Adam mandam muito bem.

      Beijos!

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  2. Kamylla! Eu também fui!!!
    FOI LINDO, MÁGICO, CHOREI GRITEI MUITOOOOOOO!!!!!!!!

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  3. Se eu to conseguindo sentir a emoção vendo os vídeos, imagina como você se sentiu estando lá pessoalmente?! Wow loucura!
    Fiquei feliz por você ter conseguido ver a banda, é ótimo quando a gente consegue fazer algo que é nosso sonho <3
    Eu gostei bastante da performance do Adam, apesar de tantas críticas que tiveram... O pessoal quer que ele seja o Freddie, só que esquece que são duas pessoas diferentes e que isso é impossible :(
    Beijosss
    Plants Are Friends

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    1. Nossa, Júlia, nem fala! Emoção total. E acho que é isso que justifica totalmente o fato dos caras continuarem na estrada, sabe? Essa energia compartilhada por uma multidão é impagável. <3

      Acho que a galera não percebe que Adam não é e nunca quis ser o Freddie. Hoje, vejo o cara como um fã que calhou de ser famoso e resolveu embarcar na aventura de levar uma das bandas favoritas deles para o público. E isso é maravilhoso.

      Beijos!

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  4. Se eu de casa chorei, imagino a sua emoção lá. Foi lindo demais! <333
    Beeeijos!
    Livros, Amor e Mais

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  5. tava lah tbm, foi mara, mesmo que só tenha visto tudo por telao kkkk estavas perto do palco?

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    1. Não tava não! Cheguei meio tarde e não queria ser esmagada lá na frente, hehehe.

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  6. Não tem como segurar as lágrimas com um show desse, mesmo assistindo apenas a transmissão. E quanta coisa se passa na cabeça de um fã, quantas emoções ligadas a cada canção. Muito feliz por você, My! ♥

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    1. Ai, nem me fala! Tô morrendo de saudades já. <3

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