Diário de bordo: conhecendo Munique

09 outubro 2015

Relaxando no Englisher Garten

Munique é a terceira maior cidade da Alemanha e a capital da Bavária. É também a casa original da Oktoberfest, a sede da BMW e, infelizmente, a capital do movimento Nazista. Apesar de ser uma das cidades mais famosas do país, não me encantou tanto quanto as pequenas cidades que visitamos enquanto estávamos na região.

Meu maior problema com Munique é que ela não era nada do que eu imaginava. Sempre que via fotos da cidade, eram aquelas casinhas de enxaimel, ruas estreitas e com cara de antigas; mas é, na verdade, uma metrópole em todos os sentidos. Os prédios são grandes e ostentosos, as ruas são largas e cheias de carros. Nada das tão tradicionais casinhas. Então, fiquei um pouco decepcionada.

Lá, ficamos no segundo pior hotel da viagem, o NH Deutcher Kaiser, bem em frente à estação de trem. Os quartos até que não eram tão ruins, mas certamente não valiam o preço que pagamos se comparados aos hotéis que ficamos em outras cidades. Além disso, ficava entre um prostíbulo e uma casa de jogos, onde tinha gente fumando constantemente na frente. Bem desagradável. Mas era muito próximo do centro histórico, o que facilitou bastante a nossa locomoção.

O prédio mais charmoso da Kaufingerstrasse

O prédio da prefeitura na Merienplatz, que estava em obras.

Rathaus-Glockenspiel

A cidade é muito bonita. Começamos explorando pela Kaufingerstrasse, que é meio que a rua principal, até chegarmos na Marienplaz. Essa praça é onde fica a prefeitura de Munique, um prédio em estilo neo-gótico construído entre o meio do século XIX e o início do XX. O Rathaus-Glockenspiel é uma atração à parte: consiste em um show de bonecos de madeira que encenam o casamento do Duque Guilherme V com Renata de Lorraine cada vez que o relógio marca 11h, 12h e 17h.

Teatro Nacional, lindo demais

Feldherrnhalle

Passamos na Frauenkirche, que estava em obras, e caminhamos até a Max-Joseph Plaz, onde fica o Teatro Nacional de Munique, foi construído de acordo com as especificações do compositor clássico Wagner. De lá, seguimos para a Odeonsplatz, onde fica o Feldherrnhalle, um monumento de guerra que foi cenário do Putch da Cervejaria, uma tentativa de golpe do Partido Nazista que terminou na prisão de Hitler, em 1923.

Bayerische Staatskanzlei, ou a Chancelaria Bávara

Papai e uma Ferrari na subida para a Maximilianstrasse

Passamos também em frente ao prédio da Chancelaria Bávara, onde existe um monumento em homenagem aos soldados mortos durante as duas guerras mundiais. Descemos até a Maximilianstraße, uma das avenidas reais, que eu carinhosamente apelidei de “a rua da riqueza”. Lá, ficam todas a lojas de marca, hotéis de luxo e carros top de linha que você puder imaginar. É de chorar! Essa avenida segue pela ponte Maximiliansbrücke e termina no Maximilianeum, um enorme palácio que hoje serve como parlamento estadual da Bavária.

Königsplatz

O Glyptothek no seu estilo grego

Já no segundo dia, ao invés de irmos ao centro histórico, seguimos ao norte até a Königsplatz. Essa praça foi construída no século XIX e é considerada um centro cultural da cidade por abrigar diversos museus, como Glyptothek, com esculturas gregas e romanas, o Staatliche Antikensammlungen, ou Museu de Coleções da Antiguidade e, um pouco mais afastadas, as Pinacotecas Nova, Antiga e Moderna.

Siegestor

Seguindo mais um pouco, chegamos ao Siegestor, ou Portão da Vitória, comissionado pelo rei Ludovico I da Bavária no século XIX. Este portão foi, originalmente, um símbolo de bravura do exército Bávaro, mas hoje representa lembrança de paz, já que foi bombardeado em 1945, e reconstruído apenas parcialmente, assim como a Igreja Kaiser Wilhelm Gedächtniskirche de Berlim. De lá, partimos para o meu local favorito da cidade, o Englisher Garten.

A Torre Chinesa

Monopteros

Munique vista do Englisher Garten

Este parque é simplesmente gigantesco, um pouco maior que o Central Park de Nova York, para vocês terem uma noção. Então, vimos apenas uma pequena parte dele, que já serviu para me encantar. Caminhamos até a torre chinesa, uma construção em estilo oriental que abriga mesas de piquenique e fica próxima à praça de alimentação. Depois, fomos até o Monopteros, um coreto em estilo grego que fica em cima de uma colina e tem uma vista incrível do parque com a cidade ao fundo. Por último, a parte mais curiosa, a Baía dos Surfistas.

Tem surf na cidade!

Dentro do parque tem vertentes artificiais do Rio Isar, que corta a cidade, e em um ponto, no fim, um sistema de bombeamento de água produz ondas. Ali se reúnem os surfistas nos dias quentes, com todo o aparato, e vão se revezando para aproveitar ao máximo as ondas enquanto os turistas observam, torcem e filmam.

Saindo do parque, chegamos na Prinzregentenstrasse, uma das quatro avenidas reais da cidade. Nela ficam o Museu Nacional da Bavária e o Museu Nacional de Arte, esse último uma construção Nazista, que se chamava na época Museu de Arte Germânica. De lá, passamos pelo Hofgarten, ou Jardim da Corte, que é um pequeno parque com um coreto no centro, onde tinham várias pessoas dançando dança de salão no meio da tarde. Achei o máximo!

Tão bonito, mas tão longe de tudo

Para finalizar o dia, atravessamos a cidade de metrô para chegar à Alianz Arena. Esse é o estádio dos times de futebol FC Bayern München e TSV 1860 München. Infelizmente, quando chegamos lá, as tours por dentro do estádio estavam esgotadas, então só vimos por fora e visitamos a loja mesmo, onde eu fiquei cobiçando uma camiseta do goleiro Neuer.

No terceiro dia de viagem, quando estávamos planejando ir visitar os castelos ao sul, eu passei mal. Ainda não sei o motivo, se foi a cerveja que estava tomado todo o dia ou se foi a comida apimentada do almoço anterior; só sei que fiquei quase o dia todo com dor no hotel e o passeio miou. Meus pais deram uma volta pela cidade e eu me arrisquei a sair apenas no final da tarde.

Heiliggeistkirche e as suas "nuvens"

Quando encontrei com eles, me mostraram uma igreja muito legal, a do Espírito Santo (Heiliggeistkirche), que tem uma parte interativa onde você pode fazer pedidos ao dar nós em cordas brancas espalhadas. Depoi, elas são penduradas no teto formando nuvens. Achei lindo e divertido, assim como os pufes espalhados por lá, onde os turistas paravam para descansar. Depois disso, fomos à Viktualienmarkt, uma feira a céu aberto onde você pode encontrar todos os tipos de frutas, verduras, queijos, embutidos e comidas de rua que puder imaginar.

Pensei que daria para contar toda a Bavária em um post só, mas acabou sendo muita coisa. Prometo que o castelo de Neuschwanstein vai dar as caras por aqui na semana que vem, hehehe. E aí, curtiram Munique? Conta para a gente!

5 comentários

  1. Que lugares lindoooos! Espero que esteja aproveitando bastante a viagem! <333
    Beeeijos ;*
    Livros, Amor e Mais

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    1. Oi Joice, aproveitei muito! Mas já estou de volta faz um tempinho hehehe
      Beijos <3

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  2. Que lugar lindo!
    Deve ter sido uma viagem maravilhosa!!!!!
    Continue realizando seus sonhos, nunca esqueça-os.

    www.alinepaim.com.br

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    1. É mesmo, né Aline? Foi incrível!
      Muito obrigada <3

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  3. Que lugar incrível. Acho que eu teria realmente desmaiado quando visse esse estádio. É um dos que mais sonho em conhecer. Impressionante!!!!

    http://www.maleando.com.br/

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